PVC na Arquitetura
  Para que o sucesso de um arquiteto seja reconhecido e valorizado, além de muita criatividade, uso racional de espaços e domínio do belo, é necessário que se utilize materiais diferenciados. Entre eles, está o PVC. Resistente, seguro, flexível, versátil, com excelente isolamento térmico e acústico, cores e formatos variados, resistente à maresia e cupins e fácil de limpar e instalar. Exemplo recente de sucesso do uso do PVC é o complexo hoteleiro da Costa de Sauípe (BA), que utilizou esquadrias de PVC em 1650 apartamentos, aliando beleza e funcionalidade de baixa manutenção, necessária devido à agressiva intempérie de ventos salitrosos. Outro exemplo é a reconstituição da catedral de Liège, França, com mantas de PVC.

Fonte: Instituto do PVC - PVC em dia - set/2001
 
  PVC na Indústria Automobilística
  O PVC, utilizado em automóveis desde a década de 30, contribui para que os carros tenham mais qualidade, conforto, segurança e baixo custo, além de reduzir os impactos ao meio ambiente. Hoje, o PVC é o segundo plástico mais utilizado para este fim, representando entre 12 e 15 Kg do peso de um carro. O PVC se faz presente em painéis, revestimentos internos e de bancos, pára-sóis, fios e cabos, itens de proteção externa, tapetes, entre outros, por possuir vantagens como facilidade de limpeza, flexibilidade, aparência e facilidade de desenho (gravações e cores) em relação a outros materiais.

Fonte: Instituto do PVC - PVC em dia - dez/2001
 
  Decoração de Natal
  O PVC é um material seguro e ambientalmente correto para produzir árvores de Natal artificiais. Seguro, pois é anti-chama (não propaga o fogo), aspecto importante nesta época quando cerca de 300 incêndios residenciais acontecem nos EUA devido às árvores naturais. As vantagens ambientais são a reciclagem, economia de recursos naturais e proteção. Cerca de 11.400 toneladas por ano de PVC pós-consumo são recicladas e transformadas em árvores, só nos EUA. Como não é preciso regá-las, economiza-se água além de contribuir para a não proliferação da dengue.

Fonte: Instituto do PVC - PVC em dia - dez/2001
 
  O PVC no Lixo Urbano
 

A cidade de São Paulo gera cerca de 15 mil toneladas/dia de resíduos sólidos, dos quais possivelmente mais de 700 toneladas são constituídas por embalagens plásticas descartáveis fabricadas em diversas resinas. Dentre estas, as que mais participam de nosso cotidiano são: o poli(tereftelato de etileno) conhecido como PET; o polietileno de baixa ou alta densidade (PEBD e PEAD, respectivamente); o poli(cloreto de vinila) (PVC); o polipropileno (PP) e o poliestireno (PS), das formas mais diversas.

Embora no Brasil sejam gerados mais de 570 mil toneladas por ano de resíduos plásticos industriais, agrícolas e urbanos, estes perfazem apenas uma pequena parcela (em peso) do volume total dos resíduos sólidos, que se situa entre 6 e 10%. Mais de 90% do resíduo sólido é constituído de papel e papelão, vidro, metais, material orgânico e outros como entulho de construções habitacionais (material inorgânico).

Todavia, esta pequena contribuição do plástico, ao volume total de resíduos descartados, traz consigo um aspecto negativo que é o seu volume aparente ou o chamado "lixo visual". Na fração que corresponde a 6% em peso de materiais plásticos encontrados em lixões, estima-se que 14% são resíduos de PVC (ou seja o PVC tem presença de cerca de 0,8% no resíduo sólido urbano).

Até o momento, a forma encontrada para lidar com o problema de descarte é a de transformar o lixo plástico em matéria-prima reciclada, reintegrando-o ao processo produtivo. Normalmente, para pequenas quantidades de resíduo gerado, existem soluções simples e aceitáveis, entretanto, a forma mais utilizada no Brasil para o descarte de resíduos ainda é a adoção generalizada da disposição em lixões.

Estas considerações demonstram a necessidade da busca por soluções técnicas inteligentes de reutilização, tanto sob o ponto de vista econômico quanto ecológico para que é disposto, eliminado ou desprezado nas diversas atividades humanas. Um dos grandes problemas atuais, está em encontrar uma solução definitiva para obter compatibilização e harmonia entre o desenvolvimento e a qualidade do meio ambiente.

 
  Ciclo de vida do PVC e suas vantagens ambientais
 

Por definição, a partir da série de normas ISO 14000, do subcomitê SC5, a análise do ciclo de vida constitui-se num instrumento que permite o desenvolvimento de critérios e procedimentos objetivos para a avaliação do impacto ambiental de produtos. Esta avaliação considera o ciclo de vida completo do produto, isto é, desde a sua concepção (projeto) até o término de sua vida útil, com a sua disposição ou recuperação.

A ABIVINILA em convênio com as Universidades Estadual de Campinas - UNICAMP e a Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP, publicou um estudo sobre a análise do ciclo de vida do PVC. Segundo o estudo realizado, o PVC possui um excelente desempenho ambiental.

A análise realizada evidenciou que a partir da sua polimerização, mesmo considerando a etapa de produção do cloro por eletrólise (passagem de corrente elétrica em salmoura), a produção do PVC é uma das mais econômicas em termos de energia. Além disso, é o único material plástico, dentre os mais comuns, que não é 100% originário do petróleo (57% de cloro e 43% de petróleo). Sua incineração, quando realizada em equipamentos e condições adequadas, da mesma forma que a combustão de outros materiais, não oferece risco à saúde ou ao meio ambiente.

Em relação ao ácido clorídrico, proveniente da incineração, existem sistemas de recuperação e purificação disponíveis, de forma a possibilitar a sua reutilização no próprio processo de produção do PVC. A maioria dos produtos fabricados em PVC duram em média mais de 50 anos, o que o torna um material durável ou alta vida útil, além de ser reciclável, sendo por estas características utilizados principalmente na construção civil.

A estimativa de vida útil do PVC depende substancialmente da sua finalidade, pois a presença de vários aditivos lhe confere características não comuns a outros polímeros. Estas características associadas às suas propriedades mecânicas, tornam o PVC atraente para a fabricação de tubos e perfis para a construção civil, artefatos estes de grande estimativa de vida útil.